cansada e de saco cheio de um monte de coisa.

"o que impede de andar para frente, é a direção que escolheu"
(Rodox)


E mudando para o lado bom...
Agradeço o selinho que eu ganhei da Ana do blog Pelos caminhos da vida.
Aqui no trabalho não consigo publicar imagens, mas fiquei super feliz, em breve estqará aqui enfeitando esse espaço.

Regras do memê:
*Passar para 5 pessoas.
*Responder todas as perguntas!

1-A última pessoa com quem falou hoje: Uma mulher desconhecida que ligou no meu ramal
2-A última coisa que falou: É, eu tb acho que a nova sigla tem mais a ver com o nosso trabalho aqui dentro
3-O último pensamento: Quase seis horas
4-A última pessoa com quem brigou: não sei
5-A última pessoa que se reconciliou: não lembro
6-A última pessoa que falou de Deus pra você: mãe
7-O último lugar que você gostaria de estar: na aula
8-O último filme que assistiu: Marley e Eu
9-O último livro que leu ou que está lendo: De anima - Aristoteles
10- O último presente que ganhou: Um creme hidratante
11- A última coisa que gostaria de estar fazendo: me cansando (hahaha)
12-O ultimo telefonema feito ou atendido no seu celular ou telefone: no meu celular foi ammmm pro namorado mas isso foi antes do feriado ainda.
13-O último conselho que deu e pra quem deu: “o tempo passa e agnt cresce, nunca te esquece disso senão a vida vai te dar uma rasteira pq o mundo é maior que o teu quarto e nem todo mundo é teu amigo” disse isso pra uma amiga
14- A última vez que chorou e por que: feriado de natal, coisas da vida
15-O que faria hoje se fosse seu último dia de vida: tomaria banho de cachoeira

**Pra quem quiser.

Não grite sua felicidade por aí,
pois a inveja tem sono leve...

(frase dita pra mim pelo grande amigo e poeta Ramiro Furquim, e que agora eu vi em forma de comunidade no orkut)

G,

A vida do ser humano é marcada pela quantidade ínfima de coincidências que nos cercam. Não vem ao caso as que nos uniram no passado e, tampouco as que vieram a nos separar, considerando tudo que já foi vivido desde então.

As coincidências me impressionam de forma geral. E elas me ensinam que não têm o costume de perdoar assuntos mal resolvidos.

E essas mesmas coincidências fez com que em uma mala direta tu re-obtivesse meu contato. E tentasse assim saber as boas novas. Sei que fui ríspida na resposta, mas não consigo não ser sincera. E, sinceramente eu achava que uma pessoa que agiu da forma ridícula como tu o fez, sem a mínima maturidade não merecia "guardar boas lembranças".

Mas, ao contrário do que parecem essas últimas frases, não estou nem um pouco afim de desenterrar uma coisa que pra mim já não faz mais diferença. E é justamente por isso que te mando essa carta.

Tu tinhas razão quando me disse que o melhor pra mim era ficar sem ti. Foi mesmo, e talvez por esse favor eu não te deva tanta rispidez. 2008 foi um ano de muito turbilhão, muito crescimento, muita vitória. Foi o ano em que eu posso dizer que me tornei mulher de verdade. Pronta pro que der e o que vier! E talvez se eu tivesse de mãos dadas contigo não conseguisse ter voado tão alto. Suposições apenas.

Sem mais delongas, não guardo mágoa nenhuma ti. De verdade. Talvez até possamos ser amigos. Não te digo isso com certeza, pois não sei o quão mudamos e o quanto faremos para que isso aconteça.

No mais, desejo que o novo ano sirva para que tu explores melhor o teu potencial e que assim teus sonhos se realizem.

Muita paz, descobri que essa é a melhor das virtudes.

Com carinho,

D.




















*Pessoas, volto só ano que vem. Um novo ano iluminado para todos nós.

Namorado

Ter ou não ter namorado,

Quem não tem namorado é alguém que tirou férias remuneradas de si mesmo. Namorado é a mais difícil das conquistas. Difícil porque namorado de verdade é muito raro. Necessita de adivinhação, de pele, saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia. Paquera, gabira, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão é fácil. Mas namorado mesmo é muito difícil.

Namorado não precisa ser o mais bonito, mas ser aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio, e quase desmaia pedindo proteção. A proteção dele não precisa ser parruda ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição.

Quem não tem namorado não é quem não tem amor: é quem não sabe o gosto de namorar. Se você tem três pretendentes, dois paqueras, um envolvimento, dois amantes e um esposo; mesmo assim pode não ter nenhum namorado. Não tem namorado quem não sabe o gosto da chuva, cinema, sessão das duas, medo do pai, sanduíche da padaria ou drible no trabalho.

Não tem namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar lagartixa e quem ama sem alegria. Não tem namorado quem faz pactos de amor apenas com a infelicidade. Namorar é fazer pactos com a felicidade, ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de curar.

Não tem namorado quem não sabe dar o valor de mãos dadas, de carinho escondido na hora que passa o filme, da flor catada no muro e entregue de repente, de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque, lida bem devagar, de gargalhada quando fala junto ou descobre a meia rasgada, de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia, ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo, tapete mágico ou foguete interplanetário.

Não tem namorado quem não gosta de dormir, fazer sesta abraçado, fazer compra junto. Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele; abobalhados de alegria pela lucidez do amor.

Não tem namorado quem não redescobre a criança e a do amado e vai com ela a parques, fliperamas, beira d'água, show do Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos ou musical da Metro.

Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos, quem não se chateia com o fato de seu bem ser paquerado. Não tem namorado quem ama sem gostar; quem gosta sem curtir quem curte sem aprofundar. Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada ou meio-dia do dia de sol em plena praia cheia de rivais.

Não tem namorado quem ama sem se dedicar, quem namora sem brincar, quem vive cheio de obrigações; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele. Não tem namorado que confunde solidão com ficar sozinho e em paz. Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.

Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando 200Kg de grilos e de medos. Ponha a saia mais leve, aquela de chita, e passeie de mãos dadas com o ar. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de si mesma e descubra o próprio jardim.
Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela. Ponha intenção de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fada. Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteio.

Se você não tem namorado é porque não enlouqueceu aquele pouquinho necessário para fazer a vida parar e, de repente, parecer que faz sentido.

Artur da Távola

Nua

Ela se olha no espelho, nua. Se aproxima de seu reflexo envolta em uma toalha. E ali se enxerga, nua.
Vê sua testa lisa. Pensa no quão já enrrugou ao pensar na solução para mil problemas. E seu nariz, como é belo! Arrebitado, fino. Quanto ele serviu para que ela se entorpecesse na juventude.
Fazia muito tempo que havia largado o pó. Hoje em dia nem um fino queimava mais. Tomava um Prozac partido ao meio. Mas só vez que outra, quando a barra tava demais.
Aproximou-se ainda mais do espelho. Viu seus olhos. Todos diziam que era a parte mais atrente de seu rosto harmonioso. Outros diziam que olhos verdes não inspiravam confiança. Talvez eles estivessem certos.
Lembrou das vezes em que chorou. Logo ela, sempre tão rígida e em contraponto tão frágil. Depois de fazerem amor ele sempre a envolvia e dizia que ela era o seu cristal raro.
Um dia ele foi embora. E o olho dela ficou vermelho, e quando estava prestes a chorar sangue, decidiu enrigecer o coração. Pra sempre.
Sua boca doce derivou feito um vinagre proveniente de veneno. Decidiu que nunca mais acreditaria em ninguém.
Doze natais haviam se passado e ela estava ali, nua. Lembrou di que cada pedaço do seu reflexo representava. Decidiu remontar-se. Prendeu o cabelo em um coque levemente desfiado. Maquiou-se como que se cobre de porcelana. Colocou seus brincos dourados e o colar preferido. Vestiu o vestido de veludo vermelho, era o mais bonito. Subiu no salto e olhou ao seu redor. Era um império e era seu. Havia vencido.
Seu interior, no entanto estava vazio. Sentia-se sozinha. Lembrou do Prozac. Aquela cartela inteira que havia em sua cabeceira seria o suficiente.

Laços

Amanhã fará uma semana que eu pensei que faria mais um daqueles programas no qual tu te resume a ser anexo.

E o que é um programa “anexo”? É aquele que a gente é convidado ou deve comparecer por ser acompanhante do real convidado.

Pois bem, meu namorado era convidado de uma missa de formatura. Eu era o anexo. Saí do trabalho, corri pra casa dele, vestido, sapato de salto, maquiagem, cabelo preso e a abóbora se transforma.

Lá fomos nós. Pensei que seria mais um evento. Sem mais. Chego na UNISINOS e eis que ao longo do caminho para a capela, passamos em frente ao anfiteatro. Muitas pessoas arrumadas em torno de tal.


“já ta rolando formatura por aqui?”



Me perguntou meu namorado. Eu respondi negativamente. As formaturas da “Uni” só acontecem em janeiro.

O Fábio passou reto. Eu, como tenho o espírito de jornalista (além de ser estudante de tal), entrei. Eu estava com trajes adequados ninguém me perceberia como estranha.

Qual não é a minha surpresa ao encontrar conhecidos ali. Isso aguçou minha curiosidade. Lembrei em uma fração de segundos que haviam me falado que a formatura de 3º ano do meu antigo colégio. “Não, não deve ser...”

Era.

Que felicidade. Na verdade não pelos formandos. Não me recordava de grande parte deles, eram “os pirralhos do primeiro ano” quando eu me formei. Era assustador ver o quanto haviam evoluído, visto que o mesmo também se aplicaria a mim.

Estava ali, “adulta” vendo eles. Lembro que sentei na fileira frente para o público. Não era possível nem conversar senão sairia no DVD. Lembro do meu vestido preto que na verdade era corpete e saia visto que eu tiraria o longo na hora da festa.

Lembro da musica de turma.

“Não é fácil não,
Com os heróis não vai ter moleza não,
Essa gincana vai
ser pura emoção,
E a gente vai descendo até o chão”
(em ritmo de
“Tranqüilão”)




Lembro da minha musica de formatura

“If God is a DJ, life is a dance floor”



E, tudo isso me fez ficar ansiosa. Eu queria muito abraçar aos meus professores. Consegui ver os mais importantes.

Prof Milton (vulgo Mosquito) que foi nosso conselheiro do 3º ano e que foi mais que professor de biologia. Foi pai de ensinamentos pra vida.

E professora Ieda. Professora de Português. Não era a preferida da maioria como o Mosquito sempre foi. Agora para mim teve seu grau de importância. Foi ela que me encheu de notas baixas por saber que eu era capaz de mais. Hoje estou explorando meu dom e transformando-o em profissão graças a o esforço dela.

Ao abraçar o “Sor” desabei. Foi uma chuva de lembranças. O Fábio veio pra casa sem entender o porque eu chorava tanto. Não compreendia o que é chorar de felicidade. Talvez de fora seja difícil mesmo. Só quem estabelece laços entende.

Me embora...

Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive

E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d'água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada

Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar

E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei —
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.

Rastro

Receber salário é sinônimo de pagar contas. Comigo obviamente não seria diferente. Esses dias eu estava na fila das lojas Renner, pronta para dar o meu mísero dinheiro de muitas horas de trabalho.

Uma mulher me chamou atenção. Loira, nem muito magra e nem ao contrário. Não foi beleza ou feiúra que me fizeram reparar nela. Foi a tal sensação de “esse rosto não me é estranho”.

Revirei as feições da faculdade, da balada, do estágio e não localizei. Tinha certeza, porém, que conhecia. Remeti a imaginação até a infância. Lá no princípio também não encontrei. Vagava lá pelos meus 12 anos quando me veio a luz.

BRUNA!

Como eu não tinha identificado antes? Era ela! A Bruna. Éramos inseparáveis. Um trio! Todo o final de semana uma na casa da outra fazendo festinhas, comendo muita pizza, muito chocolate. Olhando filmes, falando bobagem.

Éramos um trio muito unido. Não tinha como passar por uma sem levar as outras duas. Éramos inseparáveis.

Enquanto a fila andava, lembrava de bons momentos. Não recordava o porque havíamos nos separado. O fato é que estávamos ali. Separadas por duas pessoas. Não sei se me viu. E se viu, será que reconheceu? Acho que não.

Como é que pode as pessoas trilharem juntas um período da vida e depois mal de identificarem em meio a multidão. E o pior é que isso acontece com mais freqüência que imaginamos.

Pensei em chamar, gritar Bruna! Dizer quem eu era. Ela lembraria!Quem sabe até tomaríamos um café. A vez dela chegou, recuei. Pagou os carnês e foi embora. Levando junto rastros de uma época feliz da minha vida.

MemÊ

1. O Cantor/Cantora/Banda escolhido foi O Teatro Mágico
2. Responder às questões (com títulos das músicas):

2.1. És Homem ou Mulher? Menina
2.2. Descreve-te: Eu Não Sei Na Verdade Quem Eu Sou
2.3. O que as pessoas acham de ti? Simples Como Qualquer Palavra
2.4. Como descreves o teu último relacionamento? A Bailarina E O Soldado De Chumbo
2.5. Descreve o estado atual da tua relação. Uma Parte Que Não Tinha
2.6. Onde querias estar agora? Perto de Você
2.7. O que pensas a respeito do amor? Brilha Onde Estiver
2.8. Como é a tua vida? Amadurecência
2.9. O que pedirias se pudesses ter só um desejo? Cuida de Mim
2.10.Escreve uma frase sábia. Posso ser inocente, debochado e irreverente... Afinal, sou o riso dessa gente

Peguei do Blog da Mascotezinha e repasso a quem quiser.