Já são quase cinco da manhã e teus olhos não conseguem pregar-se. Estão lá mais verdes do que nunca. Assim como o teu nome: Esmeralda. Ele dorme tranqüilo ao teu lado e tu te sentes suja.
O que te angustia não é a presença dele, é a tua própria. Tu estás na cama que não te pertence. Te sentes deslocada pois mais uma vez desafiaste a razão e agora tua alma clama para que o dia chegue. Mas a noite parece não te perdoar. Não acaba.
Qual é a solução para aqueles que não conseguem dormir Esmeralda? Teu desespero não adianta mais. Mesmo que tu chores agora, o pior já foi feito e ele continuará a dormir. Te resta rezar para que Deus ilumine o dia logo, porque só ele será capaz de libertar tua consciência.
Ele nunca te fizeste promessas Esmeralda. Tu é quem vive te prometendo. O que te angustia agora, mulher de Deus, não é a decepção com a ausência de ação daquele que tu achas que ama. O que te corrói são as tuas próprias promessas que se quebram pelo chão.
Tu prometes que será a última dose, Esmeralda, tu dizes que não haverá mais cigarros, tu juras que não sente mais nada, e no fundo tu até acredita que seja assim. Sim, Esmeralda, tu acredita nas tuas promessas vazias.
Se não fosses tão dobre não sofrias tanto. É a tua fraqueza que te faz cair. Não são as promessas alheias. São as tuas. E dói, não é mesmo, Esmeralda?
E tu volta a prometer tudo de novo. Como se assim, um dos anjos descerá dos céus e arrancará todo o peso da tua alma. Como se as tuas promessas fossem o suficiente pra te fazer dormir agora.
Já não são. Pois todos acreditam em ti, menos tu mesma, Esmeralda.

Qual é a solução para aqueles que não conseguem dormir Esmeralda? Teu desespero não adianta mais. Mesmo que tu chores agora, o pior já foi feito e ele continuará a dormir. Te resta rezar para que Deus ilumine o dia logo, porque só ele será capaz de libertar tua consciência.
Ele nunca te fizeste promessas Esmeralda. Tu é quem vive te prometendo. O que te angustia agora, mulher de Deus, não é a decepção com a ausência de ação daquele que tu achas que ama. O que te corrói são as tuas próprias promessas que se quebram pelo chão.
Tu prometes que será a última dose, Esmeralda, tu dizes que não haverá mais cigarros, tu juras que não sente mais nada, e no fundo tu até acredita que seja assim. Sim, Esmeralda, tu acredita nas tuas promessas vazias.
Se não fosses tão dobre não sofrias tanto. É a tua fraqueza que te faz cair. Não são as promessas alheias. São as tuas. E dói, não é mesmo, Esmeralda?
E tu volta a prometer tudo de novo. Como se assim, um dos anjos descerá dos céus e arrancará todo o peso da tua alma. Como se as tuas promessas fossem o suficiente pra te fazer dormir agora.
Já não são. Pois todos acreditam em ti, menos tu mesma, Esmeralda.

3 comentários:
Nossa, que lindo esse texto.
Bah Gabi... a cada dia tu melhora. Escrever em terceira pessoa é o teu dom, eu não consigo não.
Parabéns!
Beijos, flor!
"E assim Esmeralda dormiu com um vazio preenchendo não só o seu peito, mas o seu eu interior."
Um beijo.
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"Tu prometes que será a última dose..."
Bacana esse parágrafo. O texto todo, na real, mas esse parágrafo, particularmente.
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